Por Paloma Viricio
O INTANGÍVEL É ETERNO
Todo o universo que definia Hannah e
Zoe era tão particular que as duas não sabiam como navegar em direções opostas.
Eram como um planeta e o satélite dele, ligados por uma atração irresistível,
única dos dois. Nada poderia descrever essa grande amizade, nada real o
bastante para tocar, mas real o bastante para sentir. Somente a intangibilidade
da perfeição que habitava entre ambas.
“A dor me acalma, e o lago me acalma
também. Posso entender porque as pessoas o acham assustador e sombrio- elas têm
medo do que se esconde debaixo da superfície- ,mas eu cresci junto dele. Não
posso imaginar minha vida sem o lago. Para mim ele é tranquilo, azul e límpido.
Uma fonte batismal. Um grande losango de vida morando no meu quintal. Olhar
para ele literalmente acalma as batidas do meu coração”
SINTO, MAS NÃO POSSO TOCAR
O Museu das Coisas Intangíveis é
segundo livro que leio de Wendy, por isso mesmo, estava louca para saber o que
a autora iria aprontar dessa vez. Gostei de cair novamente nas redes dessa
escrita tão gostosinha. A mesma escrita recheada por uma experiência totalmente
nova. Como não curtir um livro que fala sobre amizade, amor, conflitos
pessoais, bipolaridade e o valor que se deve dar às coisas intangíveis? Não é
caro aos nossos olhos somente aquilo que podemos tocar, adorei como a autora construiu
a trama em torno dessa reflexão.
“Ele sorri pra mim, sentindo a mesma
emoção que eu, posso perceber. Percebo porque o sentimento paira entre nós,
como um peso e tamanho. Mesmo que você seja uma daquelas poucas pessoas que
conseguem perceber isso, ele se torna uma coisa tangível, com características
como forma, peso e calor”
ROMANCE X REALIDADE
Vi críticas severas à autora, por tratar
de bipolaridade de uma forma não tão séria. Quer saber? Acredito que as pessoas
estão se tornando tão chatas que não sabem curtir uma boa ficção sem a
inflamarem com críticas sem sentido. Okey, a Bipolaridade é uma doença, algo
sério, mas eu entendi a autora. Ela queria mostrar outro lado da moeda, pelos
olhos da personagem, pela carne da personagem e não por artigos científicos e
coisas mais pesadas. É apenas um romance.
PERSONAGENS BEM CONSTRUÍDAS
Adorei o modo como ela construiu as
personagens. Simplesmente me apaixonei por todas, até mesmo por aquelas que são
cruéis. Com certeza, Wendy sabe sambar na cara da sociedade quando o assunto é
construir pessoinhas. Quando vi, já estava super envolvida com Hannah, Zoe, Noah,
Danny Spninelli, suas loucuras, suas manias, seus conflitos...
Embarquei inevitavelmente
no Museu de Coisas Intangíveis deles e não queria largar aquilo tudo. Eu queria
sentir mais, mais e nunca abandonar. Todos juntos, por favor, ninguém solta as
mãos! Foi tão difícil se separar dessas personagens porque elas ainda ficaram
reverberando fundo aqui no meu coração estúpido. Eu amei esse livro, não
consegui ver nenhum ponto negativo nele. Um amorzinho! Meu Crush... ❤
“Ela ás vezes se sentia invencível e
super-humana, e fazia de conta que era assim. Ela pensava saber mais sobre as
coisas do que qualquer outra pessoa. Eu era sua única amiga. Mas então ela
desaba. Quando percebia que não era quem acreditava ser, ficava muito
envergonhada”
DESIGN E DIAGRAMAÇÃO
O que falar da capa desse livro? Está
bem fofinha e muito agradável com elementos que compõem a trama perfeitamente.
Eu amo livros com capa preta, não sei explicar, mas amo! O miolo é impresso em
papel pólen, com letras e espaçamentos bem confortáveis. Além disso, os
capítulos não são muito grandes, o que me agrada bastante.
SOBRE A AUTORA
Wendy Wunder quando não está passando o tempo com sua família, ensina ioga nos arredores de Boston. Já trabalhou com rádio, livros didáticos, vendas, bibliotecas, restaurantes e academias, não necessariamente nessa ordem e, por vezes, de uma só vez. A Menina que não Acredita em Milagres é seu primeiro romance.
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Obs.: Todos os textos produzidos neste blog são da minha autoria e estão registrados. Se utilizá-los, por favor lembre-se dos créditos.
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19 comments
Vou tomar nota!
ResponderExcluirIsabel Sá
Brilhos da Moda
Não conhecia o livro, mas super gostei!!
ResponderExcluirE eu concordo com você de que as pessoas estão ficando chatas, levam tudo muitooo a sério.
Em vez de curtir a história e apreciar o bom livro ficam discutindo e colocando defeitos. Isso é chato!
https://www.heyimwiththeband.com.br/
Eu já ouvi falar muito bem desse livro e sou doida para lê-lo! Preciso providenciar o quanto antes!
ResponderExcluirBeijo!
Cores do Vício
Não conhecia a autora, mas parece ter uma escrita interessante! :) Beijinhos
ResponderExcluir--
O diário da Inês | Facebook | Instagram
Oi Paloma,
ResponderExcluirNão conhecia o livro, mas fiquei animada para ler.
E também acho que as vezes, a gente só precisa de uma boa ficção para fugir da realidade.
beeeijos
http://estante-da-ale.blogspot.com/
O livro parece bem leve e divertido, mesmo abordando o tema da bipolaridade.
ResponderExcluirRealmente as pessoas estão chatas demais.
Bjus!
galerafashion.com
Estou muito curioso para ler essa obra, desde seu lançamento. Essa história deve estar incrível, desejo demais saber dessa narrativa na íntegra.
ResponderExcluirUm novo olhar sobre a bipolaridade é interessante, entendi e achei muito bacana essa proposta da autora, encarar a doença de uma forma mais leve, através da amizade e do dia a dia das personagens. Bem bacana!
ResponderExcluirOi, Paloma!
ResponderExcluirConcordo com você, as pessoas estão muito chatas. Já existem muitos livros que tratam a bipolaridade de uma forma séria, e não que a autora não tenha feito isso nesse em questão, mas parece que ela tentou minimizar as coisas. Tá mais que certo, ainda mais para não tornar a história pesada. Fiquei curiosa em ler a obra!
xx Carol
https://caverna-literaria.blogspot.com/
nossa que incrível conhecer esse livro e essa linda historia de amizade! com certeza ja quero ler
ResponderExcluirwww.tofucolorido.com.br
www.facebook.com/blogtofucolorido
Parece um livro legal, apesar de nunca ter lido nada parecido envolvendo bipolaridade. Mas achei a ideia interessante.
ResponderExcluirBeijos
Mari
Pequenos Retalhos
Gostei da resenha. O livro parece ser bem interessante com personagens fortes e bem construidos.
ResponderExcluirAh, que baita sacada dessa autora! Que coisa linda! Achei o mote muito interessante e muito hamano! Próximidade do leitor... Essa é a sensação que fica na gente!
ResponderExcluirFiquei super curiosa com essa leitura, o título de chamou atenção. Adorei a resenha,como sempre que fazendo ficar com vontade de voltar com minhas leituras
ResponderExcluirOlá,
ResponderExcluirJá tinha visto a capa desse livro algumas vezes, mas não sabia do que se tratav a história, então é claro que já adorei conhecer um pouco sobre o enredo. O fato de abordar a bipolaridade me desperta a atenção e fiquei curiosa para ver como ela tratou isso, sem ser dessa forma como nos artigos científicos. Sua resenha me deixou com aquele gostinho de quero mais. Parabéns!
Beijos!
Talvez ela tenha trabalhado com seriedade porque a Bipolaridade é realmente uma doença complexa e complicada. Hoje, cerca de 6% da população mundial é bipolar, sei dos dados porque tenho uma peça sobre o tema. Por esse motivo, gostei de saber do livro. Acho que super vale a pena!
ResponderExcluirEu fiquei simplesmente apaixonado por essa capa!!!! Já quero esse livro.
ResponderExcluirConcordo com a autora também de ter criado um livro que fale de outra maneira da bipolaridade. E sim...As pessoas são e estão chatas mesmo! Eu leria esse livro, e por falar nisso eu amei a "arte" desse livro. Bjus
ResponderExcluirLivros sobre relações de amizade e conflitos psicológicos são sempre uma boa pedida! Eu adoro este tipo de leitura. Vou anotar tua dica, já que não conhecia o livro e nem a autora. Obrigada!
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